Casa da Tissa

Entre que a casa é sua

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Terra Blog

Categoria: casa e família

17.07.07

vai entender?

Tudo quanto tem fôlego louva ao Senhor. (Sl 150)

Estou pensando numa comemoração. Afinal ½ década juntos é significativo, não! Mas no dia terei de trabalhar,e no dia seguinte também, então não dá para inventar muita coisa. Mas passar em branco também, não! Estou pensando...

A aliança começa a incomodar. Às vezes preciso tirá-la para aliviar o dedo. Aumentá-la??? Nem pensar! O dedo é que tem de afinar. Estou satisfeita pela balança não está subindo. Não está abaixando, mas só em estar estacionada já é melhor que nada. Já não tenho feito a contagem de pontos. Porque é tão difícil fazer dieta? Ontem fiz pavê, mas fiz pequenininho, para apenas duas refeições. Já tinha prometido a mim mesma que não faria nada “engordiet” em quantidade grande. Cumpri!

Reciclagem: nada se perde, tudo se transforma. Esse é meu lema como dona-de-casa. O arroz já está na geladeira há alguns dias? Lavo no escorredor e deixo-o bem soltinho, escorrendo. A parte, cenoura e beterraba ralada, cebola e pimentão picadinhos, e cebolinha verde cortada. Refogar tudo, juntar o arroz, mexer bem para o arroz não agarrar, abafar por um minuto. Fica com carinha de novo, e às vezes mais gostoso do que quando estava novo.

Cena íntima:
Tenho orientado um sobrinho e uma irmã em português e matemática, para a prova que eles farão em uma semana. Às vezes oriento minha cunhada nas mesmas matérias para as provas da escola. E já orientei em outras ocasões diversas pessoas. Meu marido sempre soube disso. Na semana passada ele foi mal na prova para a prefeitura, e sábado, quando meu sobrinho chegou lá em casa com uma prova também para a prefeitura (mas cargo diferente do meu marido) para tirar dúvidas em algumas questões, meu marido ficou observando eu dar as explicações. Então disse:
-É, me arrependi de não ter pegado umas aulas com você.
-É, você com uma “professora” em casa, deu mole- respondi.
Posso, com isso??? Modéstia a parte, mesmo vendo que a família e até outras pessoas me procuram para tirar dúvidas, ele não se tocou? Ou será orgulho?

Batendo ponto: O arquiteto viajando a semana toda =eu de bobeira a semana toda, pois estou em fase de sem serviço.

Na dieta:
- Amor, você precisa colaborar comigo- eu disse.
- Hum! - ele desconfiado.
- Toda vez que eu quiser comer algum doce, não deixa, viu? Você vai ser o fiscal. -completei eu.
- Então tá. Quando começa? - ele quis saber.
- Agora! - eu repondi.
(...) Na refeição seguinte: um brigadeirão estava posto em cima da mesa.
- Mas... -ele sem entender.
-Já estava pronto, eu fiz desde cedo. - me justifiquei.
- Ah, bem! Você vai comer só esse pedacinho aqui.- ele cortou uma fatia mínima.
Comi avidamente, e sem dar tempo dele reagir, peguei outra fatia descomunal e enfiei quase de uma só vez na boca. Meu marido estático olhava para mim.
-Que isso, amor! Não pode ser assim, é preciso se controlar. - ele censurou.
-Mas você é o fiscal, é você que tem de me impedir. - falei com cara de decepcionada.

-???

05.06.07

Será a TPM?

Ontem me aborreci em casa, mas não exteriorizei meu aborrecimento. O motivo de sempre: a maneira que meu marido trata minha sogra. Tem que fazer todas as vontades dela, e muitas vezes para atender as vontades dela, tem de ir contra as minhas. Estou começando a achar que ele se faz de bobo. "Concordo com você amor" "Você está certa amor", "Você tem razão amor", mas depois, faz de conta que esqueceu tudo que combinamos e quebra o acordo. Se eu começar a falar demais, vou virar a vilã da história, mas se deixo pra lá, é como se estivesse cedendo, me sentiria lesada. Pior é que enquanto não coloco pra fora o que estou pensando fico remoendo a situação e isso me faz mal. Mas botar pra fora as mesmas coisas de sempre? Já estou cansada de falar, falar, falar... fica parecendo que não gosto da sogra e tenho implicância com ela. Mas a verdade não é essa. Gosto dela, mas acho que ela tem de ser tratada como uma pessoa normal, não como um bibelô, não como uma pessoa débil mental que não assimila nenhuma infomação. Sei que tô mal por conta disso, e pior é que reflete na minha relação com o marido. Perco o estímulo para conversar ou dar atenção a ele.

21.05.07

Dia de festa

Não tive coragem de passar na balança hoje. O final de semana foi hiper calórico. Tudo bem, foi meu aniversário, uma vez por ano, não dava para servir salada para o pessoal, mas fico com a consciência pesada do mesmo jeito. Fiz um bolo comum com recheio de chantily (me arrependi de seguir a dica da D. Benta) e calda de caramelo por cima. Fiz outro de chocolate com calda de chocolate, ficou uma delícia! E depois teve outro surpresa, comum, com recheio de coco e cobertura de chantily. E teve ainda pavê na sobremesa depois do almoço no sábado, domingo e ainda sobrou pra hoje.
***
Como foi o meu aniversário?
Não organizei festa, mas minha família sempre aparece, e como ela não é pequena, fica parecendo que tem festa. A primeira pessoa a aparecer para me felicitar foi uma irmã de igreja. Sentou, comeu um pedaçinho de bolo. Quando ela estava de saída, chegou mamãe, com uma de minhas cunhadas e duas sobrinhas. Uma amiga liga dizendo que talvez desse uma passada lá em casa. Logo depois chegou meu irmão mais novo. Quando ele e minha cunhada com as sobrinhas estavam de saída, chegou outra irmã com mais dois sobrinhos, e com o recado que outro irmão com a esposa também apareceriam. Comecei a desconfiar que os dois bolinhos não daria, nem os dois refrigerantes. Falei com meu marido que iria ao supermercado comprar um bolo simples e eu faria então uma cobertura de chocolate para enfeitar. Ele achou melhor eu mesma fazer um. Uma amiga liga dizendo que estava a caminho. Logo em seguida outro irmão e depois um sobrinho que apareceu por acaso pois precisava falar com meu marido. A essa altura do campeonato eu já tinha certeza que o bolo não daria e pus a mão na massa. Não marquei o tempo, mas acredito que em dez minutos bati o bolo, coloquei no microondas (bendito seja!) e quando a última fatia do outro de chocolate foi comida, o “bolo-urgente” já estava pronto. Chegou então uma sobrinha, em seguida minha amiga com o filhinho, e logo em seguida outra irmã com o marido, e com uma surpresa: um bolo maior. Antonio já tinha comprado mais refrigerante, aí resolvemos bater parabéns, e como ganhei da amiga um conjunto com velas decoradas, peguei uma delas, coloquei a frente do bolo, e foi uma festa improvisada. Chegou ainda outro irmão, com a filha e mais uma colega da filha. Foi uma loucura, pois como ainda não tenho sala e varanda, se concentrou todo mundo na cozinha e quarto. Outro imprevisto ficou por conta dos copos. Os pratos e garfos de sobremesa eu já tinha deixado no jeito, mas os copos, não; e por não esperar que todo mundo fosse aparecer em horário concentrado, não comprei copos descartáveis, e como só mantenho 4 no uso, tive de última hora abrir uma caixa de copos e lavar correndo. As últimas pessoas saíram lá de casa passando de meia-noite. Mas foi muito legal, mas no ano seguinte já sei: tenho que me programar para receber umas 50 pessoas, pois faltou ainda algumas amigas que sempre aparecem. E correr para que até lá pelo menos a sala do térreo e a varanda estejam prontas.

17.05.07

Dia a dia

categorias: casa e família
É horrível chegar em casa a noite, depois de um dia de serviço, abrir a geladeira e descobrir que não tem quase nada para preparar uma comida? E bem depois de ter passado em frente ao hortifruiti, mas não ter entrado porque pensou que a geladeira estava abastecida com o necessário?
Não se desespere com isso, pois com um mínimo de coisas básicas dá para inventar alguma coisa agradável ao paladar, saudável e com pouco tempo disponível.
Foi assim ontem. Na geladeira apenas 1 cenoura, 1 berinjela, 3 tomates, 2 pimentões, 3 cebolas, alho e tempero verde. Não gosto muito de cenoura, e meu marido não gosta de berinjela. Enquanto descongelava a carne moída no fogo em um pouco d'água (pois no microondas, sempre cozinha a carne), me veio a inspiração.
*Coloquei um pouco de trigo para quibe de molho em água *ralei ½ cenoura *cortei pequenininho ½ pimentão, ½ cebola, 1 tomate e metade do tempero verde. Juntei com um pouco de sal. Depois de 30 min. escorri o trigo de quibe, juntei tudo e pronto.

Feijão é bom, mas demais enjoa, e causa gases, o que é pior. Substituí o feijão da semana por soja em grãos. A soja, dizem nutricionistas, tem muitas propriedades benéficas. Dizem até que previne câncer. Para variar, fiz salada durante três dias (grãos cozidos com sal, mais cebola, pimentão e tomate cortados em cubos, cru), e agora por mais 3 dias refogado (temperado como feijão, mas incrementado com caldo knor, tomate, tempero verde, pimentão, louro). Meu marido diz que se eu quiser abolir o feijão de vez para usar a soja, ele não se importa. Mas o bom é poder variar, pois se usarmos a soja direto, também enjoaremos.